CULTURA / TEXTOS

LÍNGUA – VIDAS EM PORTUGUÊS

“No fundo, não estás a viajar por lugares, mas sim por pessoas”  Mia Couto

“Não há uma língua portuguesa, há línguas em português”  José Saramago

Documentário que reune a opinião de artistas, e um pouco do cotidiano de gente comum, centrando-se em como a língua portuguesa e a colonização deste povo influi e integra a vivência destas pessoas. O “ser” lusitano – ainda que apenas descendente ou por criação – é aqui investigado de maneira fascinante para qualquer falante desta língua: não há como não se emocionar ao se dar conta de que, apesar das evidentes e inevitáveis diferenças, há afinidades eletivas que nos unem todos, e nos quais podemos nos reconhecer mutuamente – o desprendimento, a tradição da refeição do “café” à mesa, a fé desmedida na religião, o amor pela música.

Quando se concentra em pessoas anônimas, o diretor Victor Lopes prefere não indagar sobre a língua e o lusitanismo, preferindo evitar uma filosofia popularesca e ocupando-se em montar um breve painel da personalidade delas e do cotidiano vivido por estas pessoas. Desta forma, Lopes atingiu seu objetivo mesmo sem tocar propriamente no assunto, utilizando-as como ilustração da discussão formada pelos protagonistas mais famosos do documentário.

 

LUSA SILVESTRE  –  ESCRITOR

CINEMA E JANTAR. FINALMENTE JUNTOS

O Programinha clássico para saída noturna é a tradicional dobradinha ( não me refiro ao prato) entre cinema e jantar. São duas artes, as duas auto-indulgentes. Além de “Estômago”, que trata das relações de poder na cadeia através da culinária, são vários os exemplos de parceria entre a grande arte e a fome. Começando com um famoso e terminando com “Estômago”, filme que concretizei, só pra servir de aperitivo.

A festa de Babette / Comer, beber, viver / Chocolate / O sabor da paixão / Tampopo / Vatel / O jantar / O cozinheiro, o ladrão, sua mulher e o amante / Simplesmente Martha / Estômago /

Lusa Silvestre, escritor, é autor do conto “Presos pelo estômago”, que originou o filme “Estômago”, do qual ele também é co-roteirista. Revista O Globo de 18/05/08

MARÇAL AQUINO – Escritor e Roteirista.

Preciso do estímulo da realidade. Ela dispara a centelha da ficção dentro de mim.

A vantagem do escritor realista hoje é que ele pode propor qualquer situação, por mais absurda que seja, que ela vai ser sancionada pela realidade. O roteirista da vida real ganharia o Oscar todo ano.

Participei de uma coletânia sobre os dez mandamentos, com o tema: “não cobiçaras os bens alheios”. Escrevi sobre dois mendigos, porque vi dois deles batendo boca, disputando o espaço sob o viaduto. Outra vez estava na fila do banco e vi um mendigo sentado no poste. Uma mulher se agachou para falar com ele. Bolei a história de uma professora da USP que o acolhe em casa por piedade e acaba se apaixonando por ele, que tem um certo refinamento. Chama-se “A exata distância da vulva ao coração” e vai virar filme dirigido pelo argentino Octávio Scopelliti.

Revista O Globo

CHICO MENDES

A vida de Chico Mendes (1944 – 1988), foi dedicada à luta em defesa da floresta amazônica contra a exploração dos fazendeiros e especuladores.

De seus esforços surgiu o conceito de reservas extrativistas, protegidas para as pessoas que vivem e trabalham na terra de maneira sustentável.

Chico Mendes foi assassinado na porta de sua casa, em 22 de dezembro de 1988.

Era casado com Ilzamar e tinha dois filhos, Sandino e Elenira, na época com dois e quatro anos de idade, respectivamente.

A história dele foi recontada na TV e no Cinema em: Amazônia em Chamas.

Chico Mendes: um defensor da floresta, um defensor da vida, um bom exemplo de brasileiro.

lita duarte

CINEMA

O cinema brasileiro nasceu no Rio de Janeiro, onde no dia 08 de julho de 1896, foi realizada a primeira projeção no país. A cidade foi a estrela do primeiro filme rodado em território nacional, por Alfonso Segreto, que chegando da Europa, em 1898, filmou paisagens da Baía da Guanabara.

A primeira sala de projeção foi inaugurada ainda no século XIX, na Rua do Ouvidor, pelo empresário Pascoal Segreto.

Em 1931, o “Chaplin Club, formado por Plínio Sussekind Rocha Mello, Almir Castro e Octávio de Faria, dedicado ao culto do cinema, lançou, em sessão especial, no Cinema Capitólio, o filme “Limite”, de Mário Peixoto, rodado em 1930/1931, visto e elogiado por Eisenstein; era uma obra que fugia completamente aos padrões de ritmo, continuidade visual e montagem, vigentes no cinema brasileiro da época.

Em 1954 o filme “Rio 40 graus”, Nelson Pereira dos Santos, assinalou o início de um novo ciclo autoral, fora dos estúdios, de que também participaram Alex Vianny e Roberto Santos. Era o Cinema Novo, sintetizado na frase “uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”, que defendia o nacionalismo, a abordagem dos problemas sociais do país e os custos baixos de produção, sob razoável influência do neo-realismo italiano. Alguns filmes e cineastas alcaçaram projeçaõ internacional, especialmente o bainao Glauber Rocha (1939/1980).

Extraído de : A Chave do Guia

lita duarte


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